Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Brasil no período de 2014 a 2018

  • Wannessa de Carvalho Alves Centro Universitário Tiradentes-AL
  • Ana Paula Rebelo Aquino Rodrigues Centro Universitário Tiradentes-AL
  • Júlia Santos Lima Centro Universitário Tiradentes-AL
  • Morgana Carolina dos Santos Gonçalves Centro Universitário Tiradentes-AL
  • Nadja Romeiro dos Santos Centro Universitário Tiradentes-AL
Palavras-chave: Sífilis Congênita; Gestante; Criança; Pré-Natal

Resumo

Introdução: A sífilis congênita é o resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum por via transplacentária, da gestante infectada não tratada ou inadequadamente tratada, para o seu concepto. Objetivo: A pesquisa tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita (SC) no Brasil no período de 2014 a 2018. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, de caráter descritivo e exploratório, com coleta de dados realizada na Plataforma do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Resultados: Foi possível observar que no período de 2014 a 2018, o maior índice de SC ocorreu no ano de 2018, correspondendo a 24,19% dos casos registrados no período. Embora 80,41% das gestantes tenham realizado pré-natal e 55,07% tenham sido diagnosticadas durante o mesmo, 56,98% das gestantes realizaram o tratamento de forma inadequada e 26,63% não o realizaram, esse fato também foi pertinente no que diz respeito ao tratamento do parceiro, dos quais 60,09% não realizaram, o que pode contribuir para um aumento do número de casos. Conclusão: Aincidência de sífilis congênita é considerada um indicador da qualidade de assistência de pré-natal. Logo, dever ser iniciado o tratamento imediato dos casos diagnosticados, tanto das gestantes quanto de seus parceiros. É importante reiniciar a terapêutica quando interrompida, pois a sífilis congênita pode ser evitada, se a mesma for realizada de forma correta e  mais precoce possível.

Publicado
2021-02-04
Como Citar
1.
Alves W, Rebelo Aquino Rodrigues A, Santos Lima J, dos Santos Gonçalves M, Romeiro dos Santos N. Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita no Brasil no período de 2014 a 2018. REAID [Internet]. 4fev.2021 [citado 28fev.2021];95(33):e-21020. Available from: http://revistaenfermagematual.com/index.php/revista/article/view/795
Seção
ARTIGO ORIGINAL