PREVALÊNCIA DA POLIFARMÁCIA ASSOCIADA A FUNCIONALIDADE EM PESSOAS IDOSAS HOSPITALIZADAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31011/reaid-2024-v.98-n.3-art.2013

Palavras-chave:

Polimedicação, Idoso, Hospitalização, Fragilidade, Enfermagem Geriátrica

Resumo

As Doenças Crônicas não Transmissíveis são uma crescente na população idosa. Essas, dentre outras causas, desencadeiam um aumento no consumo de medicamentos, levando a polifarmácia. Objetivo: Analisar a prevalência da polifarmácia associada a funcionalidade em pessoas idosas hospitalizadas. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo, realizado com indivíduos hospitalizados de 60 anos ou mais (n=673). Foi realizada coleta de dados à beira leito, utilizando o instrumento validado Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional. Empregou-se como variável dependente o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos (polifarmácia) e as variáveis independentes foram questões relacionadas as características funcionais – autopercepção de saúde, esquecimento relatado por familiar, esquecimento piorado nos últimos meses, dificuldade para caminhar, quedas no último ano e incontinência esfincteriana. Realizou-se teste de qui-quadrado e regressão logística. Resultados: A prevalência de polifarmácia foi de 28% e esteve associada a deixar de tomar banho sozinho (OR=1,70;IC95%=1,16-2,50;p=0,007), incontinência esfincteriana (OR=2,08;IC95%=1,41-3,07;p<0,001) e esquecimento piorado nos últimos meses (OR=1,97; IC95%=1,33-2,93; p=0,001). Conclusão: Verificou-se alta prevalência de polifarmácia nas pessoas idosas hospitalizadas, sendo que esta condição esteve atrelada ao ato de deixar de tomar banho sozinho, incontinência esfincteriana e indício de comprometimento cognitivo.

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Publicado

01-07-2024

Como Citar

1.
Bordin D, Pereira de Oliveira L, Messias Floriano LS, da Silva CL, Krum EA, Blanski Grden CR. PREVALÊNCIA DA POLIFARMÁCIA ASSOCIADA A FUNCIONALIDADE EM PESSOAS IDOSAS HOSPITALIZADAS. Rev. Enferm. Atual In Derme [Internet]. 1º de julho de 2024 [citado 15º de julho de 2024];98(3):e024347. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com/index.php/revista/article/view/2013

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL